Artigo da semana: A geração EU

Recentemente foi divulgado no noticiário sobre a festa do Ipod, que é um dos hits do momento entre os jovens espanhóis. Trata-se de um encontro sem música ambiente, onde cada um leva seu aparelho, coloca os fones no ouvido e ouve o que quer. Com pouca conversa, estão todos “juntos”, mas cada um mergulhado em seu próprio mundo. Esse tipo de comportamento não está restrito ao povo espanhol. Adolescentes reproduzem a cena em todos os continentes, preocupando pais atônitos e dividindo especialistas. É comum você ver um jovem hoje andando pelas ruas com um fone de ouvido, nos restaurantes, lanchonetes, escolas, etc. Há os que garantem que esses garotos estão se isolando, voltando-se cada vez mais para si mesmos. Já outros defendem que, graças à tecnologia, esses mesmos adolescentes estão mais inteligentes e bem informados. De toda forma, a única coisa de que se tem certeza até agora, e é unanimidade entre as correntes de pensamento, é que os riscos e os benefícios dessas práticas podem coexistir.

A chamada “geração tecnológica” (iGeneration) inspirou a professora Jean Twenge, do Departamento de Psicologia da Universidade San Diego, a pesquisar mais de 1,3 milhão de jovens americanos. O resultado do trabalho foi publicado no livro “Generation me: why today’s young americans are more confident, assertive, entitled – and more miserable – than ever before” (Geração do eu: por que os atuais jovens americanos são mais confiantes, agressivos, rotuladores – e mais infelizes – do que qualquer outra geração – Editora: Free Press / 2007). “Os jovens de hoje têm mais liberdade e independência, mas estão mais ansiosos e solitários”, disse Twenge . “Eles são multimídia e querem fazer tudo ao mesmo tempo e a tecnologia favorece esse imediatismo. Assim, quanto mais alternativas, maior a confusão”, completa o sociólogo e especialista em juventude e tecnologia, Antônio Flávio Testa, da Universidade de Brasília (UnB). Segundo os estudiosos, o isolamento físico é o principal risco do vício tecnológico. Os tocadores de MP3 e iPods também podem funcionar como instrumento de isolamento para muitos jovens. Thayssa Carvalho, 16 anos, do Rio de Janeiro, por exemplo, sai sempre com os amigos, mas cada um leva o seu iPod para um encontro de poucas palavras e muita música, tal qual os jovens espanhóis. A mãe, Claudia, demonstra preocupação. “Às vezes ela está com a gente no carro e fica o tempo todo sem falar, só com os fones no ouvido”, revela.

Quando se trata do treinamento, da realização da atividade física, a música tem suas vantagens e desvantagens. Dentro de uma academia a música é estimulante, e um agente motivador para os seus frequentadores. Porém seu uso individualizado pode reduzir a concentração e aumentar os riscos de lesões e diminuição da performance. Existem alguns estudos em andamento que mostram que a música durante o alongamento antes do exercício físico reduz em 30% a sua eficiência.

Por fim, escutar música não é problema. A questão é como você consegue dosar o uso de players e tocadores MP3. Evite escutar música quando estiver realizando alguma refeição com colegas de trabalho, viajando com os seus familiares ou reunido com um grupo de amigos. Não esqueça que o homem só consegue ser feliz graças as suas relações inter-pessoais.

 

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